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Abelhas

[Apicultura] [Hist�ria e Origem] [Lenda das Abelhas] [A Vida das Abelhas]  [Abelha Rainha] [Abelha Zang�o]

[Abelha Oper�ria] [Dia de Abelha] [Ra�as de Abelhas] [Apitoxina] [A Busca do N�ctar] [Curiosidades] [Dicas]

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A Apicultura

 

          A Apicultura, � o cuidado e a cria��o de abelhas para obter delas diversos produtos.

          A pessoa que se encarrega de cultivar os produtos proporcionados pelas abelhas chama-se apicultor.

As colm�ias artificiais que o homem fornece �s abelhas s�o muito variadas e t�m evolu�do com o tempo. As mais r�sticas eram simples troncos ocos ou cestos de vime ; hoje em dia, utilizam-se diferentes tipos de caixas, que s�o muito mais pr�ticas e f�ceis de manejar.

          O apicultor sabe qual � o melhor momento para colher o mel e que quantidade pode extrair sem prejudicar as abelhas.

          Tira unicamente os favos que cont�m mel maduro e os coloca em uma m�quina centr�fuga, que extrair� o mel sem quebrar os favos, que podem ser utilizados novamente.

          Antes de engarraf�-los, filtra-o para que fique livre dos restos de cera.

As formas de explorar apicultura, podem ser classificadas em v�rios est�gios de conformidade com a sua caracter�stica econ�mica.

 

Apicultura econ�mica como hobby

          Correspondente a um apiario com duas � dez colm�ias no fundo do quintal, fazenda ou ch�cara para ocupa��o feliz de um fim de semana, como pr�mio final alguns quilos de delicioso mel.

          Esta apicultura na maioria � praticada pelo pessoal residente em cidades e que encontram na propriedade rural a recupera��o da estava f�sica e mental do trabalho em escrit�rio. Al�m do mel, � um excelente esporte que todos devem praticar, desde que, possuem condi��es para manter as abelhas sem perturbar os vizinhos.

 

Apicultura como explora��o secund�ria

          Esta modalidade de explora��o � a mais praticada no Brasil, pr�prio para colonos de pequenas propriedades e ligados a explora��o agropecu�ria como prioridade.

          Em geral possuem m�dia at� 80 colm�ias para auferirem lucros extras.

          Nem sempre s�o os mais evolu�dos, pois se preocupam mais com as atividades b�sica (agropecu�ria) do que as colm�ias.  

 

Apicultura como explora��o profissional ou sobreviv�ncia

          � a explora��o de 250 a 500 colm�ias aproximadamente distribu�das em diversos api�rios que garantem a uma fam�lia viver do fruto das abelhas, embora ainda possam ter uma pequena cria��o e plantar um pouco, mais neste caso, em condi��es secund�rias.

          S�o apicultores profissionais que se preocupam com a atualiza��o tecnol�gica, porque sua renda depende das abelhas.

          � uma explora��o econ�mica e rent�vel porque � praticada pelos membros da fam�lia  sem necessidade de adquirir pessoal extra.

 

Apicultura como atividade industrial

          A apicultura industrial vem se firmando no Brasil com grande n�mero de apicultores isolados ou organizados em empresas, dedicando-se a apicultura em maior escala.

          � acentuada a implanta��o de organiza��es ap�colas com 500 a 5.000 colm�ias, operando em forma industrial gerenciado por t�cnicos em apicultura. Esta apicultura tem necessidade urgente de equipamentos e materiais mais produtivos, para diminuir o custo da m�o de obra que come�a a comprometer a sobreviv�ncia desta modalidade de explora��o.

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HISTÓRIA E ORIGEM

          As abelhas existem h� mais de 20 milh�es de anos. Antes, portanto, do surgimento do homem. E a apicultura, a t�cnica de explorar racionalmente os produtos das abelhas, remonta ao ano 2400  A.C., pelo menos  conforme v�rios historiadores, no antigo Egito. De toda a forma, o mel j� era conhecido e apresentado pelos sum�rios 5000 anos antes de Cristo. E os eg�pcios e gregos desenvolveram as rudimentares t�cnicas de manejo que s� foram aperfei�oadas no final do s�culo XVII por apicultores como Lorenzo Langstroth, que desenvolveu as bases da apicultura moderna.
          Hoje as abelhas deixaram de ser vistas como insetos perigosos e agressivos. O homem atrav�s de estudos passou a compreender o seu mundo e aprendeu a conviver com elas respeitando as suas caracter�sticas e particularidades.
          Esses estudos demonstraram que criar abelhas de uma maneira racional requer muitos cuidados com instala��es, alimenta��o, utens�lios e principalmente muito carinho no manejo, n�o importando se voc� ir� ter 5 ou 100 colm�ias.
          
� quase um desafio n�o se deixar envolver pela vida das abelhas. Saber que uma rainha vive at� os 5 anos porque � alimentada com gel�ia real enquanto uma oper�ria vive apenas 42 dias, pois n�o recebe o mesmo tratamento, � no m�nimo interessante.

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LENDA DAS ABELHAS

          Segundo uma cren�a popular, as abelhas n�o pertencem ao reino animal, mas ao reino das  Fadas. Cada colm�ia seria, ent�o, o corpo de uma determinada fada, sendo que a abelha-rainha encarnaria o cora��o do conjunto inteiro, sede da alma, isto �, da fada. A intelig�ncia da colm�ia dependeria ent�o de um universo paralelo e n�o das pr�prias abelhas (salvo pelo lado mec�nico).

          A lenda hindo-himalaia  sustenta que a abelha n�o � origin�ria do nosso planeta, mas de outro ponto do cosmos!  N�o se trata aqui do inseto, mas da fada � como est� indicado no Kalevala finland�s. O gato e o cavalo tamb�m seriam c�smicos em ess�ncia. O Egito classificou a Abelha de �fada real�.

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A VIDA DAS ABELHAS

           As abelhas s�o insetos sociais que vivem em col�nias. Elas s�o conhecidas h� mais de  40.000 anos e as que mais se prestam para a poliniza��o, ajudando enormemente a agricultura, produ��o de mel, gel�ia real, cera, pr�polis e p�len, s�o as abelhas pertencentes ao g�nero  Apis.
           Inseto laborioso, disciplinado, a abelha convive num  sistema de extraordin�ria organiza��o: em cada colm�ia existem cerca de 80.000 abelhas e cada col�nia � constitu�da por uma �nica rainha, dezenas de zang�es e milhares de oper�rias

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rainha.jpg (12643 bytes)ABELHA RAINHA

A rainha � personagem central e mais importante da colm�ia. Afinal, � dela que depende a harmonia dos trabalhos da colm�ia, bem como a reprodu��o da esp�cie.

A rainha � quase duas vezes maior do que as oper�rias  e sua �nica fun��o do ponto de vista biol�gico, � a postura de ovos, j� ela � a �nica abelha feminina com capacidade de reprodu��o

A rainha consegue manter este estado de harmonia segregando uma substancia especial, denominada ferorm�nio, a partir de suas gl�ndulas mandibulares, que � distribu�da a todas as abelhas da colm�ia. Esta subst�ncia, al�m de informar a col�nia da presen�a e atividade da rainha na colm�ia, impede o desenvolvimento dos �rg�os sexuais femininos das oper�rias, impossibilitando-as, assim de se reproduzirem. � por esta raz�o que uma col�nia tem sempre uma �nica rainha. Caso apare�a outra rainha na colm�ia ambas lutar�o at� que uma delas morra.

A rainha nasce de um ovo fecundado, e � criada numa c�lula especial, diferente dos alv�olos hexagonais que formam os favos. Ela � criada numa c�psula denominada realeira, na qual � alimentada pelas oper�rias com a gel�ia real, produto riqu�ssimo em prote�nas, vitaminas e horm�nios sexuais. A gel�ia real � o �nico e exclusivo alimento da abelha rainha, durante toda sua vida.

A abelha rainha leva de 15 a 16 dias para nascer e, a partir de ent�o, � acompanhada por um verdadeiro s�q�ito de oper�rias, encarregadas de garantir sua alimenta��o e seu bem-estar. Ap�s o quinto dia de vida, a rainha come�a a fazer v�os de reconhecimento em torno da colm�ia. E a partir do nono dia, ela j� esta preparada para realizar o seu v�o nupcial, quando, ent�o, ser� fecundada pelos zang�es. A rainha escolhe dias quentes e ensolarados, sem ventos fortes, para realizar v�o nupcial.

Para atrair os zang�es de todas as colm�ias pr�ximas, a rainha libera em pleno v�o, um ferorm�nio sexual que � captado pelos machos a quil�metros de dist�ncia, e como voa em alta velocidade e grandes altitudes, a maioria dos zang�es n�o consegue acompanha-la. Assim, ela faz uma sele��o natural, pois somente os machos mais fortes e r�pidos conseguem segui-la.

Quando finalmente os zang�es conseguem alcan�a-la, h� o momento da c�pula nupcial, onde a rainha prende o test�culo do zang�o, que morre gloriosamente ap�s fecunda-la... E a� esta o grande segredo da rainha, pois ela recebe milh�es de espermatoz�ides do zang�o que ficar�o em um reservat�rio de s�men de seu organismo, chamado espermateca. Nesta fase a rainha fica na condi��o de hermafrodita (f�mea e macho ao mesmo tempo) fecundada para o resto de sua vida. Ela poder�, excepcionalmente, nesta �poca de fecunda��o, realizar outros v�os nupciais, caso a sua espermateca n�o esteja completamente lotada.

          O V�o nupcial que a rainha faz � o �nico em sua vida. Ela jamais sair� novamente da colm�ia, a n�o ser para acompanhar uma enxamea��o, isto �, parte de um enxame que abandona uma colm�ia, para formar uma nova col�nia.

Ao retornar � colm�ia, a rainha passa a ser tratada com aten��o especial por parte das oper�rias, que a alimentam com gel�ia real, limpam seus excrementos, cuidam de sua higiene. Assim, ela sua �nica preocupa��o e a postura de ovos, para nascerem mais abelhas. Em condi��es favor�veis de clima e alimento (Florada), uma rainha pode botar cerca de tr�s mil ovos por dia.

Caso a rainha morra ou seja removida da colm�ia, toda a col�nia imediatamente perceber� sua aus�ncia, justamente pela interrup��o da produ��o do ferorm�nio que induz as abelhas ao trabalho e que informa da presen�a da rainha na colm �ia.

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zang�o.jpg (14272 bytes)ABELHA ZANG�O

          Se a rainha tem como �nica obriga��o � postura de ovos, a �nica fun��o dos zang�es � a fecunda��o das rainhas virgens. O zang�o � o �nico macho da colm�ia, n�o possui ferr�o e, nasce dos ovos fecundados depositados pela rainha num alv�olo maior que os das abelhas oper�rias.

Por n�o possuir �rg�os de trabalho, o zang�o n�o faz outra coisa a n�o ser voar � procura de uma rainha virgem para fecunda-la.

          Os zang�es nascem 24 dias ap�s a postura do ovo e atingem a maturidade sexual azo 12 dias de vida. Vivem de 80 a 90 dias e dependem �nica e exclusivamente das abelhas oper�rias para sobreviver: s�o alimentados por elas, e por elas s�o expulsos da colm�ia nos per�odos de falta de alimento � normalmente no outono e no inverno � morrendo de fome ou frio.

          Quase duas vezes maiores do que as oper�rias, a presen�a de zang�es numa colm�ia � sinal de que h� alimento em abund�ncia, ou se muito MEL.

Apesar de n�o possuir �rg�os de ataque, defesa ou de trabalho, o zang�o � dotado de aparelhos sensitivos excepcionais: podem identificar, pelo olfato ou pela vis�o, rainhas virgens a dez quil�metros de dist�ncia.

          Os zang�es costumam agrupar-se em determinados locais pr�ximos �s colm�ias, onde ficam � espera de rainha virgens. Quando descobrem a �princesa�, partem todos em persegui��o � rainha, para copular em pleno v�o, o que acontece sempre acima dos 11 metros de altura. No v�o nupcial, uma m�dia de oito a dez zang�es conseguem realizar a c�pula, ou seja os mais fortes  e  Vigorosos. Eles pagam um pre�o muito alto pela proeza: ap�s a c�pula, seu �rg�o genital � rompido, ficando preso � c�mara do ferr �o da rainha. Logo ap�s, o zang�o morre.

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oper�ria.jpg (10949 bytes) ABELHA OPER�RIA

          A abelha oper�ria � uma verdadeira �carregadora de piano�. Afinal ela � respons�vel por todo trabalho realizado no interior da colm�ia, exce��o feita � postura de ovos, atividade exclusiva da rainha. As abelhas oper�rias encarregam-se da higiene da colm�ia, garantem o alimento e a �gua de que a col�nia necessita, coletando p�len e n�ctar, produzem a cera com a qual constroem os favos, alimentam a rainha, os zang�es e as larvas por nascer e cuidam da defesa da fam�lia. Al�m destas atividades, as oper�rias ainda mant�m uma temperatura est�vel, entre 33� e 36�C, no interior da colm�ia, produzem e estocam o MEL que assegura a alimenta��o da col�nia, aquecem as larvas (crias) com o pr�prio corpo em dias frios e elaboram a PR�POLIS, subst�ncia processada a partir de resinas vegetais, utilizadas para desinfetar favos, paredes , vedar frestas e fixar pe�as, na colm�ia.

          As abelhas oper�rias nascem 21 dias ap�s a postura do ovo e podem viver at� seis meses, em situa��es excepcionais de pouca atividade. O seu ciclo de vida normal n�o ultrapassa os 60 dias.

          Mas apesar de curta, a vida das oper�rias � das mais intensas. E esta atividade j� come�a momentos ap�s seu nascimento, quando ela executa o trabalho de faxina, limpando, alv�olos, assoalho e paredes da colm�ia. Da� a denomina��o de faxineira. A partir do quarto dia de vida, a oper�ria come�a a trabalhar na �cozinha� da colm�ia com o desenvolvimento de suas gl�ndulas hipofar�ngeas, ela passa a alimentar as larvas da colm�ia e sua RAINHA. Chamadas neste per�odo de sua vida, que vai do 4�  ao 14� dia, de nutrizes, essas abelhas ingerem p�len, mel e �gua, misturando estes ingredientes em seu est�mago. Em seguida, esta mistura que passou por uma s�rie de transforma��es qu�micas, � regurgitada nos alv�olos em que existam larvas. Esta mistura servir� de alimento �s abelhas por nascer.E, com o desenvolvimento das gl�ndulas hipofar�ngeas, produtoras de gel�ia real, as oper�rias passam a alimentar tamb�m a RAINHA, que  se alimenta exclusivamente desta subst�ncia.

          De nutrizes, as oper�rias s�o promovidas a engenheiras, a partir do desenvolvimento de suas gl�ndulas cer�genas, o que acontece por volta do seu nono dia de vida. Com a cera produzida por estas gl�ndulas, as abelhas engenheiras constroem os favos e paredes da colm�ia e operculam, isto �, fecham as c�lulas que cont�m MEL maduro ou larvas. Al�m  deste trabalho, estas abelhas passam a produzir Mel, transformando o n�ctar das flores que � trazido por suas companheiras. At� esta fase, as oper�rias n�o voam, e ficam somente na colm�ia.

          A partir do 21� dia de vida, as oper�rias passam por nova transforma��o: elas abandonam os trabalhos internos na colm�ia e se dedicam � coleta de �gua, n�ctar, p�len e pr�polis, e � defesa da col�nia. Nesta fase, que � a �ltima de sua exist�ncia, as oper�rias s�o conhecidas como campeiras.

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UM DIA DE ABELHA

           O mel � uma mistura n�o muito complexa. Por�m, para chegar at� o ponto certo para o consumo ( da colm�ia, claro!) as abelhas d�o �duro�.

          Um dia na vida dessas eternas oper�rias n�o � f�cil. As flores t�m o papel de atra�-las com o n�ctar, pois assim, fazem com que as abelhas e muitos outros animais e insetos espalhem o p�len e as fecundem.

          A comunica��o das abelhas � com movimentos entre elas. Ou seja , quando encontram o n�ctar nas flores, elas voltam � colm�ia e dan�am na entrada da mesma para guiar as outras abelhas, informando a dire��o e a quantidade de flores a serem trabalhadas.

          Nada ego�sta, as abelhinhas sugam, sugam e sugam quantidades grandes de n�ctar (3 partes do seu peso) e saem voando de volta � colm�ia. Elas carregam o n�ctar numa bolsinha e chegando na porta de casa, abelhas mais novas as esperam para recolher o material colhido. Depois, levam para os quartos da casa, colocam nas paredes internas, os favos, que j� est�o prontinhos para guardar a subst�ncia.

Nesse troca-troca, muitas outras subst�ncias da pr�pria abelha s�o adicionadas ao n�ctar, e, lentamente, a �gua vai sendo liberada. Quando o mel est� dentro dos favos, ele continua perdendo �gua, pois as oper�rias batem as asas, criando um sistema de ventila��o especial. Assim que chega no ponto, o favo � fechado e o suprimento guardando para as �pocas de falta de alimento ou para uma refei��o limitada.

          Estas sobras de Mel guardadas � que o apicultor retira das colm�ias para nosso uso.

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RA�AS DE ABELHAS

Abelha Alem�  =  Abelha preta

Abelha Cachorro  =  IRAPU�  / ARAPU�

Abelha-de-Fogo  =  TATA�RA

Abelha-do-Ch�o  =  MULATINHA

Abelha Lim�o  =  IRAXIM

Abelha Mulata  =  IRU�U / IRU�U MINEIRO

Abelh�o  =  MAMANGABA

Abelha Africana  =  Apis mel�fera adamson lactar, introduzida no Brasil em 1956

Abelha Caucasiana  =  Apis mel�fera remipes pall

Abelha Europ�ia  =  Abelha Comum / Abelha Dom�stica , Apis mel�fera L.

Abelha Italiana  =  Abelha Amarela, Apis mel�fera lingustica Spin

Abelha Mirim  =  Mel�pona m�nima, de porte pequeno

Abelha Preta  =  Apis mel�fera , mel�fera L. =  Abelha Alem� =  Abelha-da-Europa = Abelha-do-Reino  =  Abelha Escura  =  Abelha Europ�ia  =  Abelha Europa

Abelha Mosquito = JATA� = JATA�- PRETA, pleb�ia mosquito, Abelha melip�nica.

 

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APITOXINA

 COMPOSI��O, PROPRIEDADES F�SICO-QU�MICAS E ANTIBI�TICAS

 

          O veneno de abelhas � um l�quido transparente, com um odor de mel acentuado e sabor amargo, acre; a sua densidade � de 1,1313. Uma gota colocada sobre papel de tornassol azul torna-o imediatamente vermelho indicando assim uma rea��o �cida.  A an�lise qu�mica mostrou que o veneno de abelha continha �cido f�rmico, �cido clor�drico, �cido ortofosf�rico, histamina, colina, tript�fano, enxofre, etc.  Sup�e-se que deve as suas propriedades m�dicas essencialmente ao fosfato de magn�sio Mg3 (PO)4)� cuja taxa representa 0,4% do peso do veneno seco. Nas suas cinzas notaram-se ind�cios de cobre e de c�lcio. �, al�m disso, muito rico em subst�ncias azotadas, em gorduras vol�teis, que desaparecem no decurso da sua desseca��o, e cont�m muitas di�stases: fosfolipase, hialuronidase, etc.

          Segundo certos autores, � precisamente a presen�a destas gorduras vol�teis que seria a causa da sensa��o de dor aguda provocada no local da picada.

          A sua composi��o qu�mica ainda n�o foi estudada completamente e n�o se conseguiu igualmente fazer a sua s�ntese.

          Segundo o professor G. F. Gause, o veneno de abelha seria a mais ativa subst�ncia antibi�tica conhecida. �� terceira categoria de subst�ncias antibi�ticas escreve ele, pertencem os compostos � base de azoto e de enxofre, isto �, em primeiro lugar, os venenos de abelhas e de serpente... Uma subst�ncia bactericida, a gliotoxina, segregada pelos bolores do g�nero Pliocladium, tem uma composi��o qu�mica an�loga. 1/100 000 de mg em      1 ml de caldo de cultura entrava o desenvolvimento de certos micr�bios gram-positivos. A gliotoxina, os venenos de abelha e de serpente fazem parte das subst�ncias antibi�ticas conhecidas mais ativas.�

          Os biologistas sovi�ticos P. Komarov e  A. Ernstein, A. Balandin, I. Koop e outros mostraram que uma solu��o aquosa do veneno de abelha, mesmo de 1:50 000 era rigorosamente est�ril, enquanto oi as solu��es de 1:500 000  e 1: 600 000 estimulavam o desenvolvimento de param�cias (organismos unicelulares). I. Koop nota muito justamente que o veneno de abelha deveria ser estudado no mesmo plano do que os antibi�ticos de origem criptog�mica ou bacteriana.

 

MODOS DE EMPREGO DO VENENO DE ABELHA

          No decurso destes �ltimos anos, o tratamento por APITERAPIA desenvolveu-se muito na Uni�o Sovi�tica e noutros pa�ses.

          Na Checoslov�quia utiliza-se a �virapina�, na Alemanha, a �apizartron�. Contudo, segundo as investiga��es cl�nicas efetuadas na Rom�nia (Alexandre Parteniu), na China                   (Fan Tch�-You), na U.R.S.S. (Ioirich e outros) e nos Estados Unidos (Beck Broadman, etc.), � ainda por veneno introduzido pelo Ferr�o-seringa da abelha sob forma de picada subcut�nea o que daria melhores resultados.

 

TRATAMENTO POR PICADAS NATURAIS DE ABELHAS

          Com a ajuda de pin�as especiais aproxima-se a abelha da regi�o a picar, a qual deve ser previamente limpa com �gua t�pida e com sab�o (n�o se aconselha �lcool). N�o se deve fazer uma nova picada no mesmo local sen�o ao fim de cinco dias. Ap�s quatro dias da tumefa��o, sensa��o de dor e outras rea��es terem passado e o doente suportado bem o tratamento, a apiterapia poder� continuar. As regi�es a picar s�o aquelas onde se d�o habitualmente as inje��es subcut�neas     ( partes externas das esp�duas e as ancas). O reservat�rio de veneno esvazia-se muito lentamente sob a a��o dos g�nglios contr�teis. S�o necess�rias v�rias horas. O veneno � rapidamente absorvido pelos tecidos envolventes e passa para o sangue. Por conseq��ncia, n�o se dever� extrair o ferr�o sen�o quando todo o veneno tiver sa�do do reservat�rio. O fim dos movimentos de contra��o � ali�s vis�vel a olho nu.

 

MODO DE EMPREGO DO VENENO DE ABELHA

          No primeiro dia,   o doente ser� picado por uma �nica abelha, no dia seguinte por duas, no terceiro por tr�s e assim sucessivamente at� ao d�cimo dia. Ap�s esta primeira parte do tratamento. Tendo o doente recebido 55 picadas, ser� indispens�vel conceder-lhe um repouso de 3 a 4 dias, retornando-se o tratamento aplicando tr�s abelhas por dia. No decurso desta segunda parte do tratamento ( dura��o de 45 dias ) o doente deve ter recebido o veneno de cerca de 140 a 150 abelhas ou seja, um total, para todo o per�odo ( nas duas s�ries ), de 180 a 200 picadas. Se, ap�s este tempo, nenhuma cura nem melhoras se obtiverem o tratamento dever� ser prolongado.

          H� cerca de uns 20 anos propusemos e publicamos um m�todo de APITERAPIA extremamente inofensivo para o doente e muito pr�tico para ser utilizado tanto nos hospitais, cl�nicas, sanat�rios, como em casa. Este m�todo consiste em n�o repetir, quer as picadas de abelhas, quer a inje��o de APITOXINA, sen�o de 5 em 5 dias. Com efeito, nos casos em que o veneno tenha provocado um edema, ou um ligeiro ponto doloroso, tudo isto ter� desaparecido completamente ao fim do quarto dia e o doente surtir-se-� perfeitamente bem para se poder recome�ar o tratamento.

          A experi�ncia mostrou que era poss�vel reduzir para metade a dura��o do tratamento, conservando o mesmo n�mero de picadas, isto �, cerca de 200.

          No primeiro dia o doente receber� 2 picadas de abelhas, no segundo 4 picadas, no terceiro 6 picadas,  no quarto 8 picadas. Depois do quinto ao vig�simo-quarto dia ser� picado diariamente por 9 abelhas. Se o doente suportar mal estas doses elevadas de veneno, ent�o se reduz para 5 picadas por dia. Por conseq��ncia, em 24 dias o doente ter� recebido um total de   125 picadas, e o restante ( 75 picadas ) poder� ser-lhe administrado ap�s uma curta pausa.

          Notemos que, regra geral, nas pessoas em que a APITERAPIA n�o est� contra-indicada, a picada de abelha n�o ocasionam nem incha�o nem dor, e que podem suportar sem qualquer perigo 20 a 30 picadas simult�neas e por vezes at� mais. Pelo contr�rio, ap�s cura ou n�tida melhoria seguida a um tratamento com veneno, acontece que uma mesma pessoa se torne muito sens�vel ao veneno e, depois de ter sido picada acidentalmente por uma ou duas abelhas, reaja do modo habitual (apari��o local de edemas, de inflama��o, de dor, etc.).

 

APITOXINA EM INJE��ES INTRAD�RMICAS

          Este processo � muito mais pr�tico do que as picadas naturais pelas abelhas, porque permite a inje��o de doses variadas de APITOXINA segundo o estado e a rea��o do doente. Por outro lado, pode-se sempre ter de reserva uma prepara��o de apitoxina em qualquer estabelecimento m�dico (Hospital, Cl�nica, Dispens�rio). A inje��o intrad�rmica (entre a epiderme e a derme) de solu��o de apitoxina provou ser o m�todo mais simples e mais eficaz. Com efeito, um quinto do nosso sangue encontra-se localizado na pele, de modo que uma vez o veneno inoculado na pele, espalhar-se-� imediatamente pela via sangu�nea atrav�s de todo o organismo. Por inje��es hipod�rmicas introduz-se uma quantidade mais importante de apitoxina (at� 1 ml); ao contr�rio, os efeitos curativos s�o mais limitados do que com a inje��o intrad�rmicas. A inje��o intrad�rmica efetuada com a ajuda de uma agulha especial munida de uma anilha permite doses de 0,1; 0,2 ou 0,3 ml.

 

IONOFORESE OU ELETROFORESE DA APITOXINA

          A ionoterapia � largamente utilizada no tratamento das doen�as internas e nervosas, em cirurgia, em ginecologia, etc. Este processo fundado sobre a dissocia��o eletrol�tica constitui o melhor meio de introduzir um medicamento atrav�s da pele. As observa��es mostraram que a aplica��o da APITOXINA por ionoforese apresentava um certo n�mero de vantagens sobre as picadas de abelha.Com efeito, a introdu��o da APITOXINA por ionoforese n�o determina nenhuma dor, a n�o ser uma ligeira hipermia (avermelhamento) da zona da pele submetida a ionoforese. Este tratamento � efetuado geralmente nos servi�os fisioter�picos dos hospitais e das policl�nicas.

          No XX Congresso Internacional Jubilar dos Apicultores realizado em Bucareste em 1965, os doutores Vl. Mlad�nov e V. Kazandj�eva fizeram uma comunica��o a respeito � aplica��o da APITERAPIA por ionoforese no Sanat�rio de balneoterapia de Custendile (Bulg�ria). Para 32 dos 108 doentes atingidos por afec��es do sistema nervoso perif�rico, as dores agudas desapareceram, os funcionamentos do sistema nervosos tornou-se normal, e os doentes ficaram curados completamente; 64 deixaram o hospital com n�tidas melhoras do seu estado de sa�de e durante um a dois  anos n�o se assinalou nenhum caso de reca�da nos doentes. Para 12 doentes n�o se verificou nenhuma melhora e s� num �nico se verificou idiossincrasia ao veneno de abelha. Este m�todo de tratamento deu igualmente bons resultados no caso de artrites reum�tismais e reumat�ides, de artroses deformantes e de doen�as arteriais.

          Por conseq��ncia, a pr�tica de apiterapia mostrou que o veneno de abelha bloqueia a condutibilidade dos retransmissores dos centros nervosos, diminui ou suprime totalmente as dores nevr�lgicas e reumatismais, provoca a dilata��o dos capilares sangu�neos e aumenta assim a irriga��o sangu�nea dos tecidos. Foi observado ale disso que a APITOXINA favorece a hematopoiese: em 70% dos casos o n�mero das hematias passou de 50 000 para 500 000, em 65% dos casos a taxa de hemoglobina aumentou at� 12%, diminuindo a taxa de colesterol no sangue. A solu��o de apitoxina (destinada a ionoforese) prepara-se assim: dissolver em 1 litro de �gua destilada de 0,04 a 0,05  de veneno de abelha bruto. Colocar em seguida sobre o local doloroso do corpo dois el�trodos munidos de pequenas almofadas hidr�filas de 150 a 250 cm� cada uma. As almofadas ser�o embebidas de �gua t�pida e de solu��o de APITOXINA e juntas em seguida ao �nodo e ao c�todo, de modo que a apitoxina seja introduzida no organismo ao mesmo tempo pelos dois p�los.

          No 1� dia as almofadas ser�o umedecidas cada uma com  2 ml da solu��o de apitoxina, 3 ml no 2� dia , de 4 ml no 3� dia, de 5 ml no 4� dia, de 6 ml no 5� dia, de 7 ml no 6� dia, de 8 ml nos dias seguintes at� o fim da cura. A intensidade da corrente dever� ser de 10 mA no 1� dia, 12 mA no 2� dia, 14 mA no 3� dia, 16 mA no 4� dia, 18 mA no 5� dia e 30 mA nos dias seguintes. Quanto � dura��o de cada sess�o ela ser� de : 10 min. no 1� dia, 12 min. no 2� dia, 14 min. no 3� dia, 16 min. no 4� dia, 18 min. no 5� dia e enfim 20 min. nos dias seguintes. Sendo aplicado o tratamento diariamente, durante 15 a 20 dias, a quantidade total de solu��9o de apitoxina introduzida variar� de 200 a 250 ml.

 

MODO DE A��O DO VENENO DE ABELHA

          Segundo as observa��es feitas ao longo dos s�culos e as investiga��es destes �ltimos anos, � poss�vel afirmar atualmente que o veneno de abelha tem uma a��o seletiva sobre o sistema nervoso. A rainha Cle�patra, que se tinha interessado particularmente pela a��o dos venenos, recolheu uma cole��o das mais diversas subst�ncias venenosas. Ela procurava descobrir as que poderiam causar uma morte sem sofrimento e experimentava a sua a��o nos condenados � morte. A experi�ncia mostrou que s� o veneno de vespa (o de abelha n�o podia ser utilizado, pois que estes insetos eram considerados sagrados) causava uma morte repentina e que causava menos sofrimento. O condenado a quem se injetava este veneno perdia os sentidos, a sua cara cobria-se de suores e rapidamente sobrevinha � morte. Se, como experi�ncia, se tentasse for�osamente tirar o indiv�duo envenenado do seu estado de coma, ele resistia como algu�m que tivesse sido mergulhado num profundo sono.

          Em 1954, os alem�es W. Neumann e K. Habermann publicaram uma obra em que indicam  que uma inje��o de melitina (prote�na extra�da do veneno de abelha) determina uma baixa de tens�o sangu�nea, a hem�lise (destrui��o dos gl�bulos vermelhos), uma contra��o das fibras musculares estriadas e lisas suprime os efeitos retransmissores neuro-musculares e ganglionares. Por outro lado, segundo os mesmos autores, a hialuronidase (di�stase extra�da igualmente do veneno de abelha) aumenta a permeabilidade dos capilares sangu�neos. Ora, esta permeabilidade dos vasos � capital: quando ela diminui, devido a perturba��es do funcionamento do sistema capital na seq��ncia de envelhecimento ou estado m�rbido do organismo, entre os �rg�os e tecidos.

 

IDIOSSINCRASIA (ALERGIA) AO VENENO DE ABELHA

          A impercept�vel got�cula de veneno introduzida no nosso corpo durante uma picada de abelha � um rem�dio muito ativo. Pelo contr�rio, dezenas destas got�culas tornam-se j� t�xicas para o nosso organismo, enquanto que uma dose de v�rias centenas � mortal.

          A sensibilidade do organismo ao veneno de abelha varia segundo os indiv�duos: os mais sens�veis s�o as mulheres, as crian�as e as pessoas idosas. A experi�ncia mostrou que 1 a 5 e mesmo 10 picadas de abelhas s�o muito bem suportadas por um indiv�duo em bom estado de sa�de e n�o provocam sen�o uma vermelhid�o, ligeiro incha�o, sensa��o de queimadura, etc.; 200 a 300 picadas simult�neas determinam uma intoxica��o de todo o organismo com perturba��es caracter�sticas principalmente do sistema  cardiovascular e do sistema nervoso (anela��o, arroxeamento da pele, pulsa��o acelerada, convuls�es, paralisia); se o seu n�mero atinge 500 ou mais, sobrev�m a morte, a maior parte das vezes causada por uma paralisia do centro nervoso respirat�rio. Entretanto, existem indiv�duos hipersens�veis: uma �nica picada de abelha basta para provocar-lhes perturba��es graves: enxaqueca aguda, apari��o de urtic�ria, v�mitos e diarr�ia.

          O organismo da maior parte dos indiv�duos habitua-se bastante rapidamente �s picadas de abelhas e reage a elas muito francamente ao at� nada. As observa��es t�m mostrado que as pessoas em contacto freq�entes com as abelhas (apicultores) suportam sem perigo as suas picadas. Alguns apicultores trabalhando h� muito tempo com as abelhas suportam sem  nenhum sinal de intoxica��o at� 1000 picadas! Os dados provenientes dum grande n�mero de colm�ias repartidas atrav�s da U.R.S.S. indicam que 28,2% dos apicultores ficam  imunizados contra o veneno das abelhas depois do 1� ano de trabalho no colmeal; 34,6% no decorrer do 2� ano; 10,5% no 3� ano e muito poucos (5,7%) n�o o ficam jamais. Em 4,2% dos apicultores a imunidade � natural.

(extraido de "As Abelhas, farmac�uticas com asas" por N. Ioirish, URSS 1981)

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A BUSCA DO N�CTAR

 

          Aproveitando o bom tempo no bosque, a Abelha deixou sua colm�ia (col�nia) e  saiu vadiando pelo   campo, em busca de alimento. Sua busca nada tinha de ego�sta: se encontrasse fonte de n�ctar, imediatamente trataria de levar suas companheiras at� o alimento num verdadeiro trabalho de equipe.

          Voa daqui, voa dali, at� que descobriu um recanto florido escondido no bosque. Volta rapidamente para a colm�ia e come�a a dan�ar, para atrair a aten��o das companheiras. Como se tra�asse in�meros � 8 � no espa�o, descreve percursos retil�neos e curvos, acompanhados de movimentos laterais do abdome. A dan�a � precisa e calculada: a intensidade e a rapidez dos movimentos indicam a dire��o e a dist�ncia da fonte de n�ctar; a inclina��o do corpo mostra o �ngulo entre o sol a pino (na colm�ia) e o campo florido.

          Nada exausta, a dan�arina distribui amostras de n�ctar entre as campeiras, que por sua vez abandonam a colm�ia e  dirigem-se  ao recanto das flores. Alcan�am o lugar indicado e logo descobrem que o n�ctar � tanto, que mais e mais companheiras devem ser atra�das com novas dan�as. E a festa continua at� que um verdadeiro enxame toma conta do campo, colhendo o n�ctar descoberto.

 

DO N�CTAR AO MEL

          O n�ctar, mat�ria-prima para a fabrica��o do mel, � produzido pelas flores de muitas plantas. Basicamente, � uma solu��o aquosa de tr�s a��cares � Frutose, Glicose e Sacarose ( este � o a��car comum) � com um pouco de prote�nas, sais, �cidos e �leos essenciais. O conte�do de a��car do n�ctar varia de 3 a 80%, dependendo, entre outros fatores, da esp�cie da flor, solo e condi��es atmosf�ricas, especialmente  umidade.

          O mel produzido por uma col�nia de abelhas quase sempre � derivado de uma ou muito poucas esp�cies de flor. Mas as abelhas fazem uma pr�via sele��o, pois n�o �gostam� �do n�ctar que tenha menos de 15% de a�ucares; preferem o que contenha alto teor desses glic�dios�.

          Quando as abelhas do campo retornam � col�nia, entregam o n�ctar ao grupo das �colmeeiras �. Estas passam a elaborar a subst�ncia com seus ap�ndices bucais, depositando-a nas c�lulas j� preparadas para recebe-la. Para transformar o n�ctar em MEL, convertem a sacarose em mol�culas de a�ucares simples (Frutose e Glicose), por meio de enzimas apropriadas produzidas por suas gl�ndulas salivares.

A elabora��o e tamb�m a movimenta��o do ar, provocada pela agita��o das asas. S�o necess�rias para a transforma��o em a�ucares simples e para evapora��o do excesso de �gua, at� o MEL atingir um conte�do de a��car em torno de 80%.

 

NEM S� DE MEL VIVE A ABELHAS

          As abelhas s�o inteiramente dependentes das flores como fonte para seu alimento, que consiste de n�ctar --- depois modificado e estocado sob a forma de MEL --- e de P�len.

          Voando de flor para flor, em busca do alimento, realizam involuntariamente a poliniza��o de muitas plantas. A poliniza��o, que determina o aparecimento de sementes e de frutos, consiste no transporte do gr�o de p�len, contendo o gameta masculino, de uma flor at� o ov�rio de outra flor, que contenha o gameta feminino. As abelhas sempre trazem consigo pequenas quantidades de p�len, do qual perdem por��es m�nimas em suas sucessivas visitas.

          Visitando flores de v�rias esp�cies, as abelhas provocam a poliniza��o cruzada das plantas. Diante disso, parece fora de d�vida que as abelhas e as flores que elas polinizam evolu�ram simultaneamente durante a hist�ria da Terra. E tamb�m que seu valor pr�tico como polinizadoras � bem maior do que seu papel na fabrica��o de MEL e de Cera.

 

OS ESTRATAGEMAS DE UM ESTRANHO AMOR

          De maneira geral, as flores possuem certas caracter�sticas que funcionam para a abelha como verdadeiro mapa da mina: indica��es precisas do lugar por onde entrar e como atingir o n�ctar.

          A brancura das p�talas e o amarelo s�o os tons que as abelhas apreciam, juntamente com o perfume. Mas s� esses sinais s�o insuficientes. As abelhas se impressionam, por exemplo, por cores sombreadas ou contrastadas e,  assim, as p�talas da az�lea, do l�rio e de outras flores apresentam n�doas destinadas a atra�-las. O perfume, cada vez mais forte, conduz o inseto at� o fundo da corola.

Enfim, as flores servem-se de in�meros estratagemas para que as abelhas fiquem cobertas de p�len e possam, com isso, fertilizar outras flores. E sobre tudo paira uma indaga��o: como um vegetal e um animal, conseguem harmonizar-se a ponto de modificarem suas estruturas? Os cientistas observaram que os insetos e as flores sofreram, ao longo de mil�nios, evolu��o paralela, mas ainda ignoram como tudo come�ou....

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DICAS

 

1) Mel cristalizados, excelente esfoliante para a pele.

2) Para abaixar a febre, Suco de uma laranja morna, e 10 gotas de pr�polis.

3) Extrato de pr�polis, excelente para aftas.

4) Picadas de abelhas, nunca puxar o ferr�o, esse processo ingetaria mais veneno, o correto � raspar de lado c/ unha ou uma faca.

5) Problema com picada de abelhas, recomenda -se: esfregar um pouco de alho ou cebola.


Obs: Se a pessoa for al�rgica, correr para o pronto socorro.

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CURIOSIDADES

 

01 Desde tempos imemoriais que o homem se apropria do Mel produzido pelas abelhas, quer em corti�os quer em colm�ias, para uso na sua alimenta��o direta ou para lhe dar outro tipo de aplica��es. Desde os ind�genas das Am�ricas, at� aos abor�gines da Nova Zel�ndia, passando pro popula��es primitivas de v�rias outras regi�es, o mel continua a ser considerado um alimento precioso, que por vezes at� se reveste de uma import�ncia cultural, certamente tamb�m devido � sua raridade. (O Apicultor).


02 Alimentai-vos de toda a classe de frutos e segui, humildemente, pelas sendas tra�adas por vosso Senhor! Sai do seu abdome um l�quido de variegadas cores que constitui cura para os humanos.

Nisto h� sinal para os que refletem.  (Alcor�o 16:69).


03 No mel a natureza concentrou para n�s os seus dons mais preciosos. Esta imensa riqueza para o nosso organismo � ainda muito pouco conhecida ou bastante mal apreciada . (E. Tsander).


04 Os antigos manuscritos Russos s�o como uma verdadeira enciclop�dia da medicina popular atrav�s dos tempos. Diversas passagens s�o consagradas �s virtudes curativas excepcionais do MEL, encontrando-se ai mencionadas dezenas de rem�dios em que o mel figura em lugar destacado.

O mel � o suco do orvalho divino que as abelhas v�o buscar as flores perfumadas, e � por isso que h�  nele o poder de curar muitos males, -- lemos num livro de medicina do s�culo XVII.

Os livros de medicina da �poca atribuem ao Mel uma influ�ncia ben�fica sobre as pessoas de todas as idades.


05 As abelhas t�m cinco olhos. S�o tr�s pequenos no topo da cabe�a, que s�o usados para enxergar melhor dentro da colm�ia, e dois maiores na frente para uso normal .

A velocidade  das abelhas � de 17 Km por hora. O som produzido pelas abelhas chama-se  Azoinar


06 MEL. Hip�crates na Gr�cia de 500 anos antes de Cristo, costuma prescrever mel para acalmar a ansiedade dos noivos antes do casamento, o que originou a express�o  "Lua-de-Mel". Com certeza sua efic�cia se deve mesmo a joguinhos conjugais como os demonstrados no filme "9 e 1/2 Semanas de Amor.

 

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